10/23/2009

Itaú Rumos Jornalismo Cultural divulga resultados

Itaú Cultural divulgou hoje a lista dos vencedores do Rumos Jornalismo Cultural 2009-2010 , do qual participei como membro da comissão julgadora na carteira Professor. Parabéns a todos!

Doze universitários e oito professores de Comunicação Social compõem o novo grupo de selecionados no Rumos Jornalismo Cultural, que recebeu 285 inscrições
de 125 faculdades de todo o país


Foram selecionadas 12 reportagens na carteira Estudante - entre as categorias Mídia Impressa, Mídia Audiovisual, Mídia Sonora e Web-reportagem – e oito textos na carteira Professor. A terceira edição do programa recebeu 285 inscrições – contra 238 da edição anterior, 2007-2008, de 125 faculdades de 91 cidades. A seleção em ambas as carteiras se deu por comissões autônomas, formadas por especialistas na área e pelo gestor do programa, o jornalista Claudiney Ferreira, representando o Itaú Cultural.

Nesta edição do Rumos Jornalismo Cultural, somente Amapá e Rondônia não enviaram inscrições. Dos 25 estados representados, 10 tiveram contemplados: Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Rio de Janeiro foi o estado com o maior número de contemplados – quatro –, seguido por Rio Grande do Sul e São Paulo, com três, cada; Bahia, Maranhão e Paraíba, com dois; e Mato Grosso do Sul, Minas, Piauí e Santa Catarina, com um.

Entre as peculiaridades da edição 2009-2010 do Rumos Jornalismo Cultural está a faixa etária dos selecionados, que diminuiu em relação à edição anterior (tanto na carteira Estudante, quanto na Professor): neste ano, os estudantes selecionados têm em 19 e 23 anos, enquanto os de 2007 tinham idades entre 19 e 27; já os professores desta edição têm entre 29 e 47 anos, e os de dois anos atrás tinham entre 28 e 57. Outra particularidade deste ano é a presença pela terceira vez consecutiva de selecionados da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) na carteira Estudante – a universidade foi a única a ter contemplados em todas as edições do programa. Já a Universidade Federal da Paraíba foi a única desta edição a ter aluno e professor selecionados, depois de ter um professor selecionado em 2007; as universidades federais de Santa Catarina (UFSC), Mato Grosso do Sul (UFMS), Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual Paulista (UNESP) tiveram alunos contemplados pela segunda vez consecutiva, enquanto o Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) comparece com um professor, como na edição passada.

Selecionados Rumos Jornalismo Cultural 2009-2010:

CARTEIRA ESTUDANTE

CATEGORIA MÍDIA IMPRESSA

Emerson Cunha (UFPB - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa/PB), 20 anos, é amante das objetivas e do realismo fantástico. Estagiou no jornal O Norte, é membro do Clube do Conto da Paraíba, participa do Coletivo de Estudantes COMJunto, na UFPB, e do Projeto Cinestésico, onde realiza pesquisas sobre a produção audiovisual paraibana. Selecionado pela reportagem “Era a luz que escrevia naqueles papeis”.

Eron Rezende (UFBA - Universidade Federal da Bahia, Salvador/BA), 20 anos, chegou a cursar Letras, mas logo descobriu o Jornalismo. Colaborou para a Revista Rabisco e foi um dos organizadores do Festival CUCO, o primeiro festival brasileiro de cinema totalmente on-line. Integra a equipe do Laboratório de Fotografia da UFBA e escreve no blog Mallarmé with Scissors. Selecionado pela reportagem Da Guerra Fria ao Hype.

Jessé Torres (UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina - Florianópolis/SC), 19 anos, foi estagiário na 8ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e em um portal de notícias on-line. Interessa-se por jornalismo cultural na web, redes sociais, fotografia e vídeo. Selecionado pela reportagem Polaroid, a Fênix da fotografia.

Giovana Penatti (Unesp - Universidade Estadual Paulista, Bauru/SP), 19 anos, foi repórter de cultura do NJ Notícias (webrádio Unesp Virtual), da revista virtual Livrevista e do site Webciência. Participa do programa Pira21 (rádio Educativa FM), é colunista de moda na revista virtual Tribos Brasil e faz treinamento como âncora de telejornal. Reside em Piracicaba/SP. Selecionada pela reportagem O que é que o caipira tem?

Letícia Queiroz (UFF - Universidade Federal Fluminense, Niteroi/RJ), 20 anos, nasceu e cresceu no subúrbio carioca de Madureira. Ao ingressar na faculdade, mudou-se para Niterói. É cinéfila e acredita que o único meio de mudar uma dura realidade seja por meio da arte. Selecionada pela reportagem Cultura no subúrbio do Rio de Janeiro.

Rafael Pereira (UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro/RJ), 19 anos, é um jovem pós-moderno que só se acha no Rio de Janeiro. Adora cinema, literatura, filosofia, teatro, internet, festas, corrida, natação, ciclismo e praia. Trabalha numa ONG e é bolsista de iniciação cientificado CNPQ. Selecionado pela reportagem Por uma mecânica quântica.

CATEGORIA MÍDIA AUDIOVISUAL

Andréa Barros (UFMA - Universidade Federal do Maranhão, São Luís/MA), 20 anos, estagia há oito meses na Assessoria de Comunicação da UFMA. É, acima de tudo, uma amante da cultura maranhense. Selecionada pela reportagem Nas costas da minha mão.

Luana Lazarini Loureiro (Univap - Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos/SP), 19 anos, estagiou no ITA - Instituto Tecnológico de Aeronáutica como publicitária e assessora. Foi, também, videorreporter do programa Fiz+Sotaques, no FizTv. Atualmente é repórter e editora de arte da revista eletrônica OLHE!, da Univap e Assessora de Imprensa na Santa Casa. Selecionada pela reportagem Divulgação de Audiovisual em São José dos Campos.

CATEGORIA MIDIA SONORA

Beatriz Deruiz (UFMA - Universidade Federal do Maranhão, São Luís/MA), 20 anos, estagia na Rádio Universidade FM e trabalha como produtora na Guilherme Frota. Em 2008 escreveu duas biografias para a revista Memórias Biográficas que é vendida anualmente no Congresso de Jornalistas e Radialistas do Maranhão. Selecionada pela reportagem Tambor de Crioula, ritmo da terra.

Karina Costa (UFBA - Universidade Federal da Bahia, Salvador/BA), 23 anos, é repórter da Assessoria de Comunicação da UNEB (Universidade do Estado da Bahia). Foi monitora de fotografia no Laboratório de Fotografia na Faculdade de Comunicação da UFBA. Publica reportagens em jornais e livros e edita vídeo - documentários. Reside em Simões Filho/BA. Selecionada pela reportagem Farinhada.

CATEGORIA WEB-REPORTAGEM

Elinara Barros (UFPI - Universidade Federal do Piauí, Teresina/PI), 21 anos, participa como ouvinte do Núcleo de Pesquisa em Jornalismo e Comunicação da UFPI. Em 2009 participou do INTERCOM Nordeste, sediado na universidade e, no ano anterior, da Semana de Comunicação da UFPI e da II Semana de Comunicação do CEUT. Selecionada pelo blog Seu Agenor e conservação do folclore piauiense.

Laryssa Caetano (UFMS - Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campo Grande/MS), 22 anos, trabalhou com pesquisas em ciberjornalismo, colaborou para a UNESCO na América Latina, foi monitora de Teoria da Comunicação e estagia em TV na área rural. Atualmente trabalha com o tema 'qualidade de conteúdo televisivo' com a Universidade Autônoma de Barcelona e ensaia estudos em folkcomunicação. Selecionada pelo blog Lendas e folclore da cultura pantaneira.

Comissão de Seleção - Carteira Estudante

Antonio Achilis Alves da Silva é jornalista com pós-graduação em Gestão Estratégica da Informação. Atuou em diversos órgãos da imprensa, além de ter dado aula de jornalismo na PUC-MG e na UniBH na capital mineira. Acaba de se afastar da presidência da Rede Minas e da ABEPEC (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais), para desenvolver projetos na área de formação profissional na TV digital.

Everton Constant é jornalista do portal Terra (parceiro do Rumos Jornalismo Cultural),responsável pelo gerenciamento do serviço de Conteúdo e Operação de internet TV do Terra na América Latina. Tem passagens pelas Redes Bandeirantes, Record, Globo e Manchete, além do jornal Gazeta Mercantil . Foi professor dos cursos de jornalismo da Senac e Faculdade Casper Libero, em São Paulo/SP..

José Castello é jornalista e escritor. Carioca radicado em Curitiba, é colunista do Prosa & Verso, de O Globo. Colaborador do Valor Econômico, das revistas Bravo! e Época e do mensário Rascunho. Autor de vários livros, entre eles João Cabral: O Homem Sem Alma/Diário de Tudo (2006), Inventário das Sombras (1999), Vinicius: O Poeta da Paixão (1993), e A Literatura na Poltrona/Jornalismo Literário em Tempos Instáveis (2007).

Marialva Barbosa é professora de comunicação na UFF - Universidade Federal Fluminense, em Niterói/RJ. Mestre e Doutora em História pela UFF, e pós-doutora em Comunicação pelo LAIOS-CNRS, Paris, França. É também Diretora Científica da INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, parceira do Rumos Jornalismo Cultural) e Presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia - ALCAR. Autora do livro História Cultural da Imprensa - Brasil 1900-2000.

Claudiney Ferreira é jornalista, gestor do Núcleo Diálogos do Itaú Cultural, responsável pelo Rumos Jornalismo Cultural.

CARTEIRA PROFESSOR

Aline Strelow (UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS), 29 anos, possui graduação em Jornalismo pela PUC-RS, mestrado e doutorado em Comunicação Social pela mesma instituição. É pesquisadora de comunicação e jornalismo, com ênfase nos seguintes temas: jornalismo especializado, comunicação e cultura, metodologias de pesquisa em comunicação e jornalismo, teorias da comunicação e do jornalismo, história da comunicação e jornalismo e literatura. Selecionada pelo texto Jornalismo Cultural: uma proposta para a formatação da disciplina.

Ana Gruszynski (UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS), 43 anos, é jornalista, designer gráfica e ilustradora. É doutora em comunicação e desenvolve pesquisas na área design, produção editorial, imagem e tecnologia. Faz parte do corpo docente da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da UFRGS e é pesquisadora do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Selecionada pelo texto Entre palavras, imagens e diagramas: o lugar do design na formação do jornalista cultural.

Bernardete Toneto (Unicid – Universidade Cidade de S.Paulo, São Paulo/SP), 47 anos, é professora e jornalista, com trabalhos em revistas, diários, semanários, rádio e televisão. Autora de livros com temáticas sociais para crianças e adolescentes. Mestre em Comunicação e Cultura, pelo Programa de Pós-graduação em Integração da América Latina, pela Universidade de São Paulo (USP) e membro do Centro de Estudos Latino-americano de Comunicação e Cultura (Celacc). Selecionada pelo texto “Formação em cultura para jornalistas no cenário da mídia radical e da pedagogia por projetos”.

Leonardo Cunha (UniBH - Centro Universitário de Belo Horizonte/MG), 43 anos, é doutorando em Cinema (UFMG). Mestre em Ciência da Informação (UFMG), graduou-se em Jornalismo e em Publicidade (PUC-MG). Professor do UNI-BH desde 1997, no curso de Jornalismo e na pós em Comunicação e Cultura. Professor da PUC-MG, na pós em Produção e Crítica Cultural. Autor de mais de 40 livros, de literatura infantil e juvenil e de crônicas. Selecionado pelo texto A crítica na grande imprensa: entre o óbvio e as altas aspirações.

Sandra Machado (Universidade Veiga de Almeida, Rio de Janeiro/RJ), 45 anos, é escritora e mestre em Comunicação & Cultura pela UFRJ. Foi repórter e produtora na revista Manchete, jornal Extra, TV Globo, site do Shoptime e na rádio SFB4 em Berlim, Alemanha. Publicou o livro de contos Berlim, 40 Graus, em 1999. Mantém o blog Quase Sociopata - www.influxo.org/quasesociopata. Selecionada pelo texto Beco dos Garranchos, uma experiência literário-jornalística.

Soraya Venegas (Unesa - Universidade Estácio de Sá, Niteroi/RJ), 45 anos, é doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Coordena o curso de Jornalismo da Unesa, onde orienta monografias, atua como docente na área de fotografia e, na pós-graduação em Jornalismo Cultural, ministra a disciplina Teoria da Imagem e ainda supervisiona produtos laboratoriais em mídia impressa, rádio e TV. É tutora da FGV Online e desenvolve pesquisa de pós-doutorado no PPGCom-UFF. Selecionada pelo texto Em tempos de cultura de imagem, imagem é cultura: reflexões sobre o uso da teoria da imagem na pós-graduação em jornalismo cultural.

Thiago Soares (UFPB - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa/PB), 32 anos, é jornalista, editor de suplementos da Folha de Pernambuco, doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA) e mestre em Teoria da Literatura (UFPE). Professor adjunto do Departamento de Comunicação e Turismo da UFPB, é autor do livro Videoclipe - O Elogio da Desarmonia (2004). Pesquisa assuntos ligados à produção audiovisual, jornalismo e fotografia. Reside em Jaboatão dos Guararapes (PE). Selecionado pelo texto Jornalismo Cultural em tempos de cultura liquida.

Vitor Necchi (PUC-RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS), 39 anos, é Mestre em Comunicação Social (PUCRS) e jornalista (UFRGS). Leciona disciplinas relacionadas a mídia impressa, texto jornalístico, jornalismo literário e jornalismo cultural. É editor da revista Norte. Já foi repórter, chefe de reportagem e editor assistente do jornal Zero Hora, atuando nas editorias Geral, Segundo Caderno e Pesquisa. Selecionado pelo texto Jornalismo Cultural e a Formação Universitária.

Comissão de Seleção – Carteira Professor

Marcos Palacios é jornalista e doutor em Sociologia pela Universidade de Liverpool. Atualmente é professor do curso de Comunicação Social na UFBA – Universidade Federal da Bahia, em Salvador. Criador, juntamente com o Prof. Elias Machado, do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online (GJOL), um dos grupos pioneiros no estudo do ciberjornalismo no Brasl (1998).

Mirna Tonus é jornalista e professora no curso de Comunicação Social da UFU - Universidade Federal de Uberlândia (MG), Mestre em Educação e Doutora em Multimeios. É ainda vice-diretora Editorial e de Comunicação do FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, parceiro do Rumos Jornalismo Cultural), gestão 2008-2010.

Claudiney Ferreira é jornalista, gestor do Núcleo Diálogos do Itaú Cultural e responsável pelo Rumos Jornalismo Cultural.

Premiação

Entre outros benefícios, os estudantes selecionados terão participação exclusiva no Laboratório On-Line de Jornalismo Cultural em 2010, com bolsa mensal e orientação de um editor de cultura, com o objetivo de realizar uma matéria especial na categoria em que inscreveu a reportagem selecionada, para ser publicada na revista multimídia “:singular”como na edição passada. Além disso, os estudantes e as bibliotecas das respectivas faculdades receberão livros sobre jornalismo e cultura.

Já os professores selecionados, participarão de um Fórum Virtual com a proposta de fazer um mapeamento nacional do ensino de jornalismo on-line. A exemplo da edição passada, quando foi realizado um mapeamento do ensino de jornalismo cultural no país, a pesquisa realizada no ano que vem também será publicada em livro. E assim como os estudantes, esse grupo também receberá livros sobre jornalismo e cultura, entre outros benefícios.

Rumos

Criado em 1997, o Rumos Itaú Cultural tem como objetivo incentivar a criação artística e intelectual brasileira. O programa mapeia talentos nas diversas áreas de expressão e do conhecimento, apoia a formação dos contemplados e promove a articulação entre eles e os diversos agentes envolvidos – pesquisadores, jornalistas, formadores de opinião, curadores, artistas, técnicos. Além disso, emprega recursos para a produção e difusão de suas obras, por meio de exposições, CDs, publicações impressas e virtuais, espetáculos e outros produtos, de modo a contribuir para a reflexão sobre a realidade artística e cultural do país.

O Rumos Jornalismo Cultural, em sua terceira edição, reitera a importância de identificar um caminho para a melhor compreensão dos papeis e das funções da mídia, da academia e das instituições culturais no jornalismo cultural brasileiro. O seu foco se mantém na promoção da reflexão sobre a formação do jornalista de cultura e sobre a prática desse tipo de jornalismo na contemporaneidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa Itaú Cultural

8/31/2009

Blog day 2009

Blog Day 2009

Hoje é o BlogDay 2009, quarta edição. A idéia é cada blogueiro indicar cinco blogs e informá-los sobre a indicação. Aqui vai minha lista.

Guanabara.Info - http://www.guanabara.info/
Fim de Jogo - http://www.fimdejogo.com.br
Jornalismo nas Américas - http://knightcenter2.communication.utexas.edu
PontoMídia - http://pontomidia.com.br
Redação Ciberjornalismo - www.brciberjornalismo.blogspot.com

Em tempo: justo hoje, dia do blog, o Blog do Planalto foi lançado... Pode ter sido coincidência. E com direito a ficar fora do ar por, segundo a imprensa, falta de capacidade dos servidores. Falta grave.

8/18/2009

Transmissões em streaming e seu potencial pedagógico

Por volta das 17 horas de sábado (15/08), conectei-me à primeira edição da Conferência Latinoamericana de Jornalismo Investigativo, organizada por Instituto Prensa y Sociedad (IPYS) e Transparencia Internacional com apoio da Fundação Ford e do Open Society Institute. Nestes últimos quatro dias - a COLPIN encerrou-se por volta das 15h30 desta terça-feira -, com maior intensidade nos dois primeiros, foi possível acompanhar relatos de jornalistas de diversos países: México, Costa Rica, Argentina, Panamá, Colômbia, Equador, Nicarágua, Venezuela, Peru, Chile, Bolívia e, claro, Brasil. Além disso, houve relatos de jornalistas dos EUA e da Espanha.

A partir dos relatos, foi possível perceber que as dificuldades que o jornalismo investigativo encontra não se limitam aos profissionais brasileiros. Foram dados e mais dados sobre os riscos que os jornalistas enfrentam no dia a dia da profissão na tentativa de buscar todos os lados de um fato, normalmente, aquele que vitima a sociedade e que tem nome e endereço. A dificuldade está em encontrá-los e estabelecer as conexões necessárias para reportar o que acontece referente a temas como gastos do setor público, desvio de verbas, agressões ao meio ambiente, crime organizado, narcotráfico, dentre tantos outros que afetam os cidadãos, direta ou indiretamente.

Queria que todos os meus alunos tivessem acompanhado, pois os relatos mostraram o que reiteradamente digo em sala de aula. É preciso ouvir, buscar o que está além do que se apresenta a nossos olhos e ouvidos. E primando pela ética. Na tentativa de atingir pelo menos aqueles alunos que me seguem no Twitter, busquei postar alguns pontos importantes, ao mesmo tempo em que retwittava informações postadas por @IPYS.

Acredito que a transmissão on-line de eventos (conferências, defesas de dissertações e teses, dentre outros) sobre jornalismo pode configurar excelente material didático, principalmente se há audiência simultânea de professores e alunos, pois podem interagir e discutir em outros ambientes de comunicação síncrona e/ou assíncrona sobre o que está sendo dito.

Há, obviamente, problemas no tocante às transmissões. Uma dificuldade está na simultaneidade dos eventos – enquanto escrevo este post e a COLPIN se encerra, acompanho o FOCAS (Forum on Communications and Society), transmitido por The Aspen Institute –, o que poderia ser solucionado por meio de download dos vídeos, algo que tem sido disponibilizado por algumas instituições após a transmissão via streaming. Outras dificuldades parecem estar relacionadas à largura de banda para recepção ou à capacidade do servidor para transmissão.

Entretanto, mesmo diante desses problemas técnicos, tendo a pensar que esse recurso tem enorme potencial no ensino de jornalismo e que, com a disponibilização cada vez maior de conexões, inclusive Wi-Fi, poderemos enriquecer nossas aulas oferecendo conteúdos que dialoguem conosco, concretizando nosso papel de facilitadores e mediadores no processo de aprendizagem dos alunos.

7/27/2009

Avatar animado com recurso de voz

Interessante o Voki, que acabo de adicionar a este blog (no topo, à direita). O recurso possibilita ouvir a pronúncia em diversos idiomas, tanto por meio de inserção de texto, quanto por captação via microfone. Para cada idioma, há opções de vozes femininas e masculinas, graves ou agudas. No caso do inglês, há, inclusive, diferenciação de pronúncia britânica e estadunidense. É uma ferramenta utilizada para ensino de idiomas, mas que pode ter outras aplicações, a depender da intenção do criador do avatar. Só não fiquei muito contente com as opções de imagens, que acabam por limitar a personalização do avatar.

7/23/2009

Chamadas para o IV Congreso de la Cibersociedad



Os interessados em enviar trabalhos para o IV Congreso de la Cibersociedad já podem se inscrever. Como integrante da coordenação do GT Brechas y Estratificación Digital, deixo aqui o convite para que participem. É um congresso on-line e que discute educação, economia, política, comunicação, ciência e cultura no âmbito da Cibersociedade.

7/21/2009

Rumos Jornalismo Cultural 2009-2010 recebe inscrições até 14 de agosto

As inscrições para o Rumos Jornalismo Cultural 2009-2010 foram prorrogadas para 14 de agosto.

Professores de graduação e pós-graduação da área de comunicação social podem participar com textos que tratem da formação do aluno ou do aperfeiçoamento do professor em jornalismo cultural. Estudantes de graduação podem enviar reportagens de mídias impressa, sonora ou audiovisual, além de web.

Com o encerramento das inscrições já no segundo semestre letivo, a carteira estudante passa a aceitar alunos que acabaram de se matricular no terceiro, quarto, quinto ou sexto período. Portanto, onde se lê no edital "podem se inscrever na carteira estudante alunos de graduação em comunicação social e/ou jornalismo que cumpram do terceiro ao quinto períodos no primeiro semestre de 2009..." compreenda-se "podem se inscrever na carteira estudante alunos de graduação em comunicação social e/ou jornalismo que cumpram do terceiro ao sexto períodos no segundo semestre de 2009..."

É mais uma chance de participar!

Fonte: Itaú Cultural

6/24/2009

Nota oficial do FNPJ sobre o julgamento do diploma de jornalista

O Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) publicou ontem nota oficial a respeito do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da obrigatoriedade do diploma de jornalista. Abaixo, a nota.

Supremo julga jornalismo pelo que ele não é e atribui superpoder de regulação às empresas do setor


Duas premissas equivocadas constituíram a base de argumentação do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo, do Ministério Público Federal e de oito ministros do STF para derrubar a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Com premissa errada, a conclusão só poderia repetir erro.
A primeira é a de que a atividade profissional do jornalista seria a do exercício da opinião, cujo direito estaria, portanto, impedido pela exigência de qualquer diploma. Assim, o jornalismo foi julgado pelo que não é.
O jornalismo opinativo faz parte da fase embrionária da imprensa. Na atualidade, porém, o jornalista produz informações novas (conhecimento) acerca da realidade e faz a mediação das diversas opiniões sociais que disputam visibilidade na esfera pública. Por dever ético e eficácia técnica, ele não expressa a sua própria opinião nas notícias e reportagens que escreve.
Trata-se de atividade profissional, remunerada, e não gozo de direito fundamental, o que torna a medida do STF, além de equivocada, ineficaz. Mas ela teve uma consequência ainda pior, caminhando no sentido contrário ao anunciado: eliminando a necessidade não só de qualificação, mas também de fiscalização e registro em órgão de Estado (Ministério do Trabalho), o Supremo acabou com qualquer proteção ao cidadão, transferindo o poder de regulação para as empresas do setor.
E se o jornalista passou a ser aquele que meramente expressa a sua opinião, quem provê a sociedade de notícias e faz a intermediação das opiniões sociais? Destituindo essa função de qualquer requisito em termos de conhecimento, a decisão do STF criou séria restrição a outro direito humano fundamental, o de receber informações de qualidade, um direito-meio para o pleno exercício da cidadania.
A segunda premissa equivocada é a de confundir diploma com “restrição de acesso”. O critério para decidir se um diploma deve ser obrigatório não é, como disseram os ministros, a capacidade inequívoca, cristalina, para evitar erros e danos à sociedade, porque nenhum diploma garante isso. Prova disso são os inúmeros erros médicos, jurídicos e de engenharia cotidianamente noticiados. Em vez disso, o critério mais adequado é a capacidade efetiva de um curso para qualificar serviços fundamentais para os indivíduos e para as sociedades, como é o jornalismo nas complexas sociedades contemporâneas.
Na verdade, o diploma universitário democratiza o acesso à profissão, na medida em que se dá não pelo poder discricionário do dono de mídia, mas via instituição de ensino, que tem natureza pública e cujo acesso, por sua vez, se dá mediante seleção pública (vestibular) entre todos os pretendentes a determinada profissão. Pelo menos era assim também no jornalismo até o fatídico 17 de junho de 2009. Se há problemas com a água do banho, não podemos jogar fora também o bebê (o espírito da seleção pública e democrática e a própria formação).
Ao contrário disso, e junto com a revogação total da Lei de Imprensa, dias antes, o fim do diploma deu poder absoluto aos empresários do setor sobre a imprensa no Brasil. Nada mais avesso aos anseios dos cidadãos brasileiros, que se preparam para discutir, na Conferência Nacional de Comunicação, como limitar o poder dos donos de mídia.
Com isso, o Brasil retrocede nos dois sentidos: o jornalista, entregue ao domínio do empregador, deixou de ser, para meramente estar (jornalista), a depender da situação conjuntural de possuir um contrato de trabalho, e o dono de mídia abocanha também um poder da sociedade, o de órgão regulador.
Mas o duro golpe recebido com tamanha desqualificação da atividade (até mesmo por envergonhadas empresas de comunicação) não deve nos levar a desistir. Uma das formas de luta, agora, passa a ser a própria Conferência Nacional de Comunicação, em que a importância e a singularidade do jornalismo como forma de conhecimento e de mediação social tem de ser por nós demonstrada. Afinal, alguém imagina as complexas relações sociais atuais sem o jornalismo? Esse é um debate da sociedade e não só de quem sobrevive da atividade.
É o momento, também, para assumirmos e defendermos, sem culpa, a linha de afirmação dessa identidade e especificidade do jornalismo que até agora norteia, no âmbito do MEC, o debate nacional em torno das novas diretrizes curriculares para o ensino de jornalismo.
Só conseguiremos reverter as consequências negativas do 17 de junho se houver ainda mais investimento pessoal e coletivo de estudantes, profissionais, professores, pesquisadores e escolas de jornalismo na própria formação e nessa afirmação também qualificada do campo do jornalismo, em cursos de graduação, mestrado e doutorado inequivocamente estruturados sobre a natureza da atividade, a partir da qual se organiza a sua necessária relação com as demais áreas profissionais e do conhecimento.
Precisamos continuar demonstrando para os ministros do Supremo, como já o fizemos diversas vezes, mas também para a sociedade, que todos os seres humanos são comunicadores e podem expressar a sua opinião, na medida em que isso é inerente à condição humana. E que os jornalistas são os primeiros a valorizar e defender essa condição e esse direito. A história confirma isso.
Contudo, a comunicação jornalística constitui um campo singular, e mantém com a sociedade um contrato específico, que gira em torno da prestação do serviço público de mediação do debate social e da produção cotidiana de um conhecimento novo (informação) a respeito da realidade. Trata-se de algo bastante distante da simples expressão da opinião e que também não se confunde com ficção, publicidade e entretenimento.




Brasília-DF, 23 de junho de 2009




Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ)